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Software de automação versus Automatizador

Process Automation on the Mechanism of Metal Gears.

É muito comum na definição de um projeto para automação de testes manuais, questionarmos qual será a ferramenta utilizada para automação. Claro que a escolha envolve diversos fatores, como por exemplo o orçamento disponível para a compra de licenças, se a equipe de automação responsável está preparada tecnicamente para manuseá-la ou se o sistema exige ferramenta específica.

A melhor ferramenta sempre será a que trouxer o melhor custo benefício e possibilidades de manuseio para o automatizador. Esse segundo item é de extrema importância, pois quanto mais limitada a ferramenta, mais difícil será a solução de problemas durante o processo de automação.

Uma automação reutilizável, significa mais agilidade em todos os sentidos. Todo sistema passa por mudanças e mudanças nos remetem à possibilidade do fluxo que a automação está preparada não seja a mesma, assim a manutenção é necessária. Para uma ferramenta que permite a generalização fácil na identificação de objetos e reutilização, a manutenção será rápida ou desnecessária, já que com mais recursos, o automatizador prevê situações e adapta o código para minimizar impactos nas mudanças.

É interessante observar que a automação não se limita apenas a automatizar os testes, mas também os pré-requisitos para que os testes sejam feitos. A melhor ferramenta sempre será aquela que possibilitará a integração do fluxo de todo projeto, agilizando todo o processo de testes como um todo, seja na execução de testes, criação de massa ou indicadores para o cliente e a equipe de qualidade.

Os resultados finais da automação não serão apenas um reflexo da ferramenta utilizada, mas também da capacidade técnica do automatizador, já que a tarefa não se limita apenas a gravar um script de teste, mas também solucionar os mais diversos problemas e desafios que o sistema/ ferramenta trarão. Uma ferramenta com poucos recursos demandará grande habilidade do automatizador para atingir grandes resultados em sistemas complexos, contudo uma ferramenta completa com um automatizador despreparado poderá não concluir da melhor maneira a automação.

 

Autor: Wellington Santana – Especialista em soluções de automação